O encantador caminho das luzes, no qual estava disposto a seguir, refletia o querer despertado em meu coração, no ecoante trajeto que me observava. E no poder transformador dos vagantes laços do autoconhecer-me, não deixei que as sutilezas do estar pudessem levar-me por variantes de difícil aceitação, então resolvi viver a realidade de meus propósitos, quando me deparei com os paradigmas de estar conectado ao meu ser.
O margear de meus passos foi traçado ao encontro do coração que alimentava a certeza das vertentes plausíveis, que não me distanciavam do caminho que tanto almejava encontrar. Disposto a conciliar e mudar de rumo, pude encontrar-me. Saí do meu mundo cansativo do querer ter, para me ancorar ao mundo abstrato e revelador do ser, do perceber algo novo, do observar além das aparências. Então fui além da imaginação de meu ser pensante e me envolvi pelos caminhos das maravilhosas interjeições do poder de me relacionar com a natureza de forma viva. Será que suportaria o “cara a cara” com as maravilhosas e ousadas peripécias da natureza? – Então resolvi caminhar ao seu encontro!
O negrume da madrugada, aos poucos, ia se dissipando, dando lugar à claridade do sol que se levantava no limiar da terra. Riscos tracejados evidenciavam rubras bordas no horizonte. Em grande parte, os céus se abriam num sorriso multicolorido, formando um vislumbre de cores. A manhã chegava com seus encantos; pontos sombreados da noite davam lugar à claridade que descortinava o cenário de vida e cor; o sol passeava por entre bucólicas paisagens, colinas e montanhas ao leste. A beleza do dia esperava e me convidava para um passeio no aprazível contexto da manhã. A brisa mansa acariciava meu rosto. Em tal cenário revelador, coloquei-me a caminho do desconhecido.
A vida seguia o caminho das luzes. Em meu traje observador, a visão alimentava-me por meio de facetas e entonações mirabolantes. Então, mergulhei minha atenção nas paisagens que ali me cativavam, no traçar das cores percebi que ali a vida também corria apressada por labirintos tão perto de minha imaginação, as gotas de orvalho dançavam em seus movimentos pendulares nas hastes das folhas e se deleitavam ao chão. Sobre as gramíneas verdejantes, os pássaros ensaiavam seus primeiros voos entre as copas das árvores. Variadas espécies de aves e animais se aninhavam junto às margens de exuberantes riachos que se alongavam, serpenteando suas águas entre colinas e matas. Os pássaros, aos poucos, iam pousando para um breve descanso, aproveitando para saciar a sede. O marulhar das águas recitava sempre a mesma melodia. O reflexo dos raios solares vinha beijar as águas cristalinas formando um cenário de vislumbre e paz.

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